Os filmes de hoje em dia, sendo eles de animação ou não, têm vindo a demonstrar-se cada vez mais profanados pela sociedade e sistema doente de hoje em dia, e como sabem, "it is no measure of health to be well adjusted to a profoundly sick society ". Em muitos casos, a crueldade e frieza dessa realidade é eficazmente transmitida nos filmes, fazendo destes bons exemplos para quem precise de abrir a mente, sendo, portanto didácticos (mesmo que não direccionados directamente a crianças).
Se nos centrarmos nos filmes que são feitos para o público infantil, ou mesmo nos próprios desenhos-animados que todos os dias passam na televisão, deparamo-nos por muitas vezes com cenas violentas, repletas de sangue, lutas, ódio, ... É este o ponto onde pretendo chegar, e sobre o qual pretendo reflectir. As crianças serão a geração de amanha, que necessitam urgentemente de mudar o curso da Humanidade. A amizade, o amor, a compaixão, a solidariedade, o bom senso, etc., deveriam estar a ser incutidos e aceites pelos mais novos, de modo a, lentamente, se formar uma nova mentalidade, tendo em conta que, meus senhores, quer queiram quer não, sem amor, não há nada! E nós já pouco temos.
Faço então o contraponto com as produções da empresa mundialmente conhecida Walt Disney, referindo-me mais propriamente às produções originais desde o tempo do Senhor Walter Elias Disney (1901-1966), o famoso produtor cinematográfico (entre muitos outros cargos/funções), até à entrada no séc. XXI.
Faz-se por fixar a ideia que os filmes produzidos em animação são filmes para crianças. De facto, as cores, as personificações, etc., tornam a imagem apelativa à criança, o que não impede o jovem ou adulto de apreciar essa arte. Mas a ideia, essa é "pluri-geracional". Tudo depende dos olhos de quem apreende, e do que vem por de trás desses olhos: a mente. A maior diferença consiste na forma como o vemos, na perda de ingenuidade e ganho de experiência, que não nos permite captar a película da mesma forma pura e despreocupada de quando éramos mais novos. Mas a capacidade de a vermos enquanto gente de mente formada define o quanto abertos à interpretação estamos. É atingir um nível seguinte, é provar que avançamos e que os ensinamentos da Walt Disney sempre estiveram presentes, assim como sempre estiveram presentes nos próprios filmes, apesar da forma como o vemos, todo o amor, a amizade, e também a maldade, da forma mais pura e verdadeira que se conhece. É uma prova de maturidade conseguir diferenciar os diferentes estados atingidos ao visualizar um Walt Disney, não estivesse, agora mesmo, um senhor de 58 anos na minha sala a assistir ao "O Corcunda de Notre Dame".

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